CONSUMIDORES QUE MARCAM

Porque sem consumidores o desporto não faria sentido.

HOMENS QUE MARCAM

Os heróis/heroinas, os idolos, os egos que movimentam amores e ódios, que fazem do desporto um ser vivo.

RESULTADOS QUE MARCAM

As metas, as lutas, as conquistas, as superações e os records que alimentam as motivações individuais e colectivas.

MARCAS

Produtos e serviços que se alimentam do desporto e que por sua vez alimentam o desporto em toda a dimensão. A iconografia que une pessoas de todo o mundo, que comunica simultaneamente em diversas línguas sem dizer uma palavra.

EVENTOS QUE MARCAM

O local, onde homem, consumidor, resultados e marcas se unem, onde a magia acontece.

Bem vindos!

O desporto é competição e lazer, é solidão e multidão, é dor e prazer... São derrotas e vitórias, feitos e falhanços, lágrimas e risos... O desporto MARCA uma vida, várias vidas, A Vida! MARCA, mas é simultâneamente uma MARCA! Aqui procuraremos a pertinência da vertente da MARCA desportiva, da forma como é tratada, imaginada, gerida, idealizada, sentida e entendida. Todas as visões são bem vindas à discussão, deixe comentários, opiniões e/ou sugestões.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Até Obama fala na MARCA!

Foto: "A Bola"
Quanto valerá uma MARCA, cujo o homem mais poderoso do mundo - o presidente dos EUA - terá afirmado publicamente que gostaria de ver na equipa da qual é adepto e que ainda assim não foi suficiente para tal.

A MARCA é LeBron James a mega estrela do Cleveland Cavaliers que se encontrava no mercado de transferências e que numa excelente campanha de reforço da sua imagem, noticiou que iria em directo para a ESPN anunciar qual o seu futuro.

Claro que a MARCA LeBron, começou por ser construída pelo campo desportivo, com as suas qualidades físicas e prestações colectivas, que o elevaram a estrela. Ainda assim depois há que saber alimentar a chama dessa estrela e alimentar a curiosidade e interesse pela MARCA.

LeBron, terá aprendido a lição com alguns dos melhores exemplos de Homem Marca (Jordan, Magic, Shaq) e ainda bem, pois são estas marcas que dão emoção e fidelização ao fenómeno desportivo.

Afinal só o desporto e os seus ídolos, nos permitem que uma simples transferência, seja merecedora de comentário e opinião por parte de Obama - o homem que tem na sua mão, grande parte dos destinos do Planeta - pelos vistos o planeta desportivo não está contemplado nos seus poderes.

Só por curiosidade, a opção de LeBron, foi pelos Miami Heat.

domingo, 4 de julho de 2010

Como oferecer uma MARCA...

foto "A Bola"
... neste caso a MARCA Sporting CP dentro das quatro linhas. Tudo podia correr mal, mas Moutinho era intocável. Era um icon, um verdadeiro idolo de todos!

Reconhecido por sportinguistas e por todos os outros... Moutinho era e há-de ser o exemplo da entrega e do espírito de equipa.

Já no ano passado esta novela esteve prestes a acontecer, mas JEB não soube aprender e deixa sair Moutinho, a sua maior e melhor Marca por uns míseros 10 M€, para o rival FC Porto.

Liedson, Veloso, Yanick, Carriço, nenhum consegue em si mesmo transmitir tanto do que é o Sporting (ou pelo menos do que deveria ser) - Esforço, Dedicação, Devoção... e Glória, e talvez tenha sido por não conseguir encontrar um projecto objectivo e credível que o pudesse levar à Glória que Moutinho rumou ao Porto.

Apesar de ainda não ter ouvido comentários, acredito que Moutinho será compreendido e aplaudido em Alvalade.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Queiroz? Sim, porque Queiroz MARCA!

Desde ontem à noite que temos assistido a mais um lapso de memória colectiva.

Acabou o jogo e rapidamente se disse que o culpado era o seleccionador nacional: Carlos Queiroz. Pelos jogadores que não levou, pelos que não utilizou, pelos que utilizou, pelos que substituiu.... ou seja, para os "comentadeiros" a culpa é de: Queiroz.

Rápidamente e analisado jogo a jogo:
C. Marfim - jogo muito táctico onde ninguém queria perder, para não perder o comboio do "grupo da morte" logo no primeiro jogo. Teve bem, não conseguiu marcar, mas também não perdeu o jogo e manteve a porta aberta.
C. Norte - Fez o que tinha a fazer, e com uma vitória clara arrumou claramente a questão a favor de Portugal.
Brasil - Contra uma super-potência e que tem equipa e jogadores que chegam e sobram para Portugal, defendeu o melhor que pode para não perder e de quando em vez tentou surpreender.
Espanha - Muito parecido com o anterior, onde claramente não tínhamos equipa para tanta Espanha, a coisa foi resultando e quase podia ter caído para o nosso lado. Teve azar e no momento em que faz uma substituição, sofre um golo. Triste coincidência, que lhe vão cobrar para sempre.

Se em termos desportivos não tínhamos equipa para Brasil e Espanha, claramente que em termos humanos se notou imediatamente que também não tínhamos, com as desculpas esfarrapadas e o sacudir do capote para cima de: Carlos Queiroz. Evitei ouvir todos, mas Deco (ingrato), C. Ronaldo (imaturo e vedeta) e ao que parece Liedson (igualmente ingrato) mostraram que não sabem o que é uma equipa, e pouco sentimento por uma Selecção (note-se no S maiúsculo), note-se a posição de Tiago que ofereceu o corpo às balas dos jornalista em prol do colectivo. Como diz o Rui e o Madail? onde anda?

Mas voltando ao hiato de memória colectiva.

De repente esquece-mo-nos que L. F. Scolari e os outros se esqueceram durante o tempo que cá estiveram de que haviam selecções jovens para criar/desenvolver/projectar. Viveram à conta de quem?... já lá chegamos.

De repente esquece-mo-nos que há 21 e 19 anos, este que agora levianamente criticamos fez-nos Campeões do Mundo. E mais do que isso deu-nos uma geração de ouro que nos coloca hoje no sitio onde estamos.

Estaremos esquecidos?

Nota prévia: antes de 89 e 91 Portugal apenas tinha estado presente em dois Mundiais Fifa (66 e 86) e um Euros UEFA (84).

Ora em 93, já com muitos jogadores fruto do trabalho de Queiroz e equipa, falhámos o apuramento para o Mundial de 94 (EUA) mesmo no final, num jogo polémico com a Itália.

Dai por diante, analisemos um ciclo (mais aqui):
Euro 1996 - um selecção que nos empolgou e não tivesse sido um momento de inspiração Cheko e a história podia ter sido outra.
C. Mundo 1998 - não nos qualificámos.
Euro 2000 - mais uma excelente participação, ficá-mo-nos nas meias finais, com um lance que se tivesse sido na área contrária tinha passado impune.
C. Mundo 2002 - uma equipa que prometia, mas que não se soube aproveitar. Ficámo-nos sem glória pela fase de grupos. Oliveira inclusivamente fez-se passar por coxo.
Euro 2004 - Organizado em Portugal, fizemos o que nos competia: ir bem longe. Ficámos bem perto do que seria a coroação digna de uma geração em sua própria casa.
C. Mundo 2006 - Mais uma meia final que não conseguimos transpor.
Euro 2008 - Ficá-mo-nos pelos quartos de final.

Em seis competições. Temos uma presença em final, duas meias finais, três quartos de final, uma pela fase de grupos e em 17 anos apenas não nos qualificámos uma vez. Quantas selecções (tirando as super-potências do costume) se podem orgulhar disto?

Agora o exercício de memória que nos tem faltado nas ultimas 24 horas:
Quantas desta selecções viveram à custa das equipas de 89 e 91? Umas mais do que outras, mas à excepção de 2008 (onde já não fomos brilhantes) estavam lá jogadores de 89 e/ou 91. Que para além de bons jogadores tecnicamente, foram formados homens, reconhecidos internacionalmente pelo seu carácter e profissionalismo. Figo, Rui Costa, Paulo Sousa, Vítor Baía, Fernando Couto, João Pinto, Jorge Costa, Capucho, Abel Xavier, Nelson, Folha, Peixe.

Isto para não falar dos que ficaram na forja, em selecções inferiores.  E que até 93 foram integrados num projecto que visava o futuro e não o, então, presente. Mas era areia a mais para a camioneta dos nossos dirigentes e políticos (ou seriam ambos) e foi mais fácil mandar o seleccionar embora após ter falhado a classificação no ultimo jogo com a Itália (equipa que viria a perder o mundial de 94 nas grandes penalidades com um Super Brasil).

Carlos Queiroz deu-nos mais de 20 anos de glória! E agora queremos esquecer? Já basta que os louros do seu trabalho tenham ficado para outros (que também terão o seu mérito parcial).

Vivemos mais de 20 anos à conta do trabalho, de um sonho, de uma visão de uma equipa liderada por Queiroz e queremos esquecer?

Eu não. Queiroz marcou e ainda Marca.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Portugal MARCA?


Apesar de o apuramento estar praticamente garantido. Será que Portugal hoje MARCA?

terça-feira, 22 de junho de 2010

França

Lembro-me que a propósito do Campeonato do Mundo de 1998, organizado pela França, a respectiva Federação Francesa de Futebol, mobilizou-se desde a data do anúncio público que a sua candidatura tinha saído vencedora (eu diria que sabia de ante-mão, mas isso seriam outros quinhentos) para que pudesse em casa, lutar pelo titulo de campeã do mundo.

Estruturou-se, organizou-se, mobilizou a sociedade e a opinião pública em torno de um objectivo, organizar bem a Competição e vencê-la. O que conseguiu! Pelo menos o segundo objectivo foi objectivamente (passe o pleonasmo) conseguido, o primeiro é uma questão de análise e discussão, mas que acredito que tenha sido conseguido também.

Podemos discutir a forma como desportivamente conseguiu esse campeonato, mas o que é certo é que conseguiu mesmo.

E à conta dessa mobilização, conseguiu nos anos consequentes obter bons resultados nas competições UEFA e FIFA. Ou seja, houve trabalho, e esse trabalho deu frutos, construindo-se uma marca forte. E eram reconhecidos por isso mesmo, por terem trabalhado para alcançar os objectivos a que se propunham e terem conseguido. Ao contrário de um Brasil, Argentina, ou até mesmo Itália cujas selecções são fruto de geração espontânea.

No entanto, todo um trabalho de anos (embora nem sempre pacíficos, ressalve-se), desmoronou-se numa fase de qualificação altamente polémica e numa fase de grupos desastrosa, com incidentes de toda a ordem e que começaram ainda antes de a competição ter inicio, com a sociedade civil criticar a federação e a selecção por estarem no hotel mais luxuoso e caro de entre todas as selecções presentes na África do Sul, quando em França se pede contenção à população.

Pergunta: o que mudou?
Parece-me que claramente faltou gestão. Especialmente gestão de Recursos Humanos e de Comunicação e na generalidade a Gestão de Marca.

A Marca que havia sido pensada, criada e concretizada e que caiu agora por terra. Os patrocinadores já começaram a retirar o seu apoio... o que virá a seguir?

domingo, 20 de junho de 2010

Branding - Se eles não sabem....

Se os estudantes de marketing não sabem, como vão os nossos dirigentes desportivos saber e compreender a sua importância.




Branding, não é, nem deverá ser uma ferramenta dos grandes (cubes, empresas, instituições). Branding deverá ser uma ferramenta de todos, cada vez mais necessária e importante à sobrevivência de grandes e pequenos.

Só assim se garante coerência, independência e identidade.

O tema "Branding" permite um sem número de abordagens, hoje desenvolvo uma ideia macro de branding, mas que certamente criaria uma onde de choque até no mais micro subsistema.

Em tempos a BBDO Portugal, provocou-nos, com ironia, audácia e até algum exagero, a nos identificarmos como Portugueses. Seria um bom inicio para este pais e um bom exemplo para os que nele residem. Veja:



A provocação resultou em parte e o governo encomendou isto:

Uma campanha interessante, virada essencialmente para o exterior, interessada em promover o consumo de Portugal no estrangeiro.

Pergunto: "E o Povo, pá?"

Um simples PowerPoint, estimula-nos, dá-nos ganas de mudar, de mostrar que somos diferentes, de querer ser diferente... uma campanha de milhões de euros faz-nos bonitos, interessantes e vendáveis (pelo menos em teoria)

Um simples PowerPoint mexe com a identidade e ambição dos nossos porteiros e empregadas domésticas... uma campanha de milhões de euros mostra aos nossos porteiros e empregadas domésticas que não o deixarão de ser internamente, mas que para o exterior serão uma coisa completamente diferente.

Sugiro uma reflexão: que durante esta "crise" se promova uma campanha de estimulação da identidade nacional, da força nacional, e da capacidade individual de TODOS nós de contribuir para essa identidade e força.

Portugal: Brand your self!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...